ABRACE ESSA CAUSA!


Os efeitos da aids na vida de crianças e adolescentes brasileiros são devastadores. A doença afeta a saúde dessa população quando são infectados pelo HIV através da mãe e compromete sua estrutura familiar quando ficam órfãos em decorrência da aids.

O Adoção PositHIVa é um livro-reportagem que retrata a dificuldade que crianças e adolescentes abrigados em casas de apoio de Curitiba enfrentam na adoção por serem portadores do HIV. Alguns deles são órfãos, outros foram abandonados pela família. A adoção para eles representa a esperança de uma vida nova, a possibilidade de reconstruir ou construir uma família, onde serão amados e poderão conviver com o HIV de uma forma mais feliz.

Entretanto, adoções de crianças portadoras de HIV/aids são muito raras, as de adolescentes mais ainda. O Adoção PositHIVa apresenta-se como uma fonte de informação sobre adoção, aids e as possibilidades quando esse fatores se encontram. Além de informar, esse livro visa quebrar as barreiras que impedem uma ADOÇÃO POSITIVA!

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Debate sobre novas regras de adoção, participe!



A um dia do fim da consulta pública sobre a revisão nos procedimentos de adoção no país, o Ministério da Justiça e Cidadania contabiliza cerca de 800 contribuições da população em sua plataforma online. A pasta irá analisar as mensagens enviadas antes de finalizar a minuta que irá enviar ao Congresso. A expectativa é que isso ocorra ainda neste ano.

A consulta pública foi aberta por um mês para debater o que pode ser melhorado na legislação atual. Ela será encerrada nesta sexta (4). Já houve, antes disso, discussões com promotores, juízes e especialistas. O projeto de lei elaborado pela pasta tem como objetivo acelerar os processos de adoção no país. Para isso, são propostas alterações especialmente no Estatuto da Criança e do Adolescente. Entre elas estão prazos pré-estabelecidos para o estágio de convivência e para a conclusão da ação de adoção.

Há atualmente 38.072 pretendentes no Cadastro Nacional de Adoção. Na outra ponta, estão 7.158 crianças cadastradas. Além da demora, há outros fatores que fazem com que esse abismo não seja superado, como a exigência de alguns pais em relação ao sexo, à idade e à cor das crianças.

Outro ponto importante diz respeito à destituição do poder familiar. Muitas das crianças em abrigos não estão aptas à adoção por esse motivo. A estimativa é que haja 46 mil crianças em instituições de acolhimento no país. E a demora da Justiça, neste caso, também faz com que as crianças envelheçam e aproximações acabem não ocorrendo.

O projeto do governo estipula prazos hoje não contemplados, regulamenta a função do “padrinho afetivo” e propõe, no fim, uma mudança simbólica do nome de “família substituta” para “família adotiva”.

VEJA O QUE PODE MUDAR:


TEMPO DO PROCESSO
Como é hoje:
A Justiça avalia caso a caso e estipula o tempo que acha necessário para o estágio de convivência, para a guarda provisória e para dar a sentença da adoção em definitivo.
O que diz o projeto: 
O estágio de convivência terá no máximo 90 dias e poderá ser prorrogado por igual período. Já o prazo máximo para conclusão da ação será de 120 dias, prorrogáveis por igual período. 

ENTREGA VOLUNTÁRIA 
Como é hoje: 
A lei diz que “as gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude”. Na prática, no entanto, muitas têm medo de fazê-lo, já que muitas vezes são acusadas de crime (abandono de incapaz). 
O que diz o projeto: 
Ele afirma que, “caso a mãe não indique a paternidade e decida entregar voluntariamente a criança para adoção, ela terá 60 dias a partir do aconselhamento institucional para reclamá-la ou indicar pessoa da família extensa como guardião ou adotante”. Terminado esse prazo, a destituição do poder familiar será imediata e a criança será colocada para adoção 

APADRINHAMENTO 
Como é hoje: 
Não existe na lei a regulamentação do apadrinhamento, mas há projetos sendo realizados em várias partes do país. 
O que diz o projeto: 
Ele define o papel do padrinho como aquele que “estabelece e proporciona aos afilhados vínculos externos à instituição, tais como visitas, passeios nos fins de semana, comemoração de aniversários ou datas especiais, além de prestar assistência moral, afetiva, física e educacional ao afilhado, ou, quando possível, colaborar na qualificação pessoal e profissional, por meio de cursos profissionalizantes, estágios em instituições, reforço escolar, prática de esportes entre outros”. Os padrinhos têm de ter no mínimo 18 anos e uma diferença de idade de ao menos dez para a criança ou para o adolescente. 

ADOÇÃO INTERNACIONAL 

Como é hoje: 
O prazo mínimo para o estágio de convivência é de 30 dias. Não há menção a limite máximo. 
O que diz o projeto: 
O estágio de convivência deverá ser de no mínimo 15 e no máximo 45 dias. 



Consulta pública 
O maior número de comentários na consulta pública aberta pelo ministério diz respeito ao parágrafo 1º-B, do artigo 13, que diz que, “caso o pai não seja encontrado, a Justiça da Infância e da Juventude poderá contatar a família extensa, formada por parentes próximos com os quais a gestante, a mãe ou a criança convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade, desde que não se coloque em risco a integridade física e psíquica da gestante ou mãe”. 

Como as pessoas podem avaliar as observações, a mais “curtida” é a da internauta Franci. “Acredito que se a criança chegou ao ponto de ir para o acolhimento é porque a família extensa não tenha vínculos nem afinidades. Se a família extensa aceita a criança apenas para criar e não para ser filho, acredito que a criança esteja em risco. Vejo que quando a família extensa tem um vínculo forte com mãe ou gestante não deixa a criança chegar até o acolhimento”, afirma, na postagem.

O segundo ponto com o maior número de comentários é o que fala da entrega voluntária. Jefferson Silva diz que “é preciso garantir que a mãe terá acompanhamento durante esses 60 dias. “Caso a mãe indique uma pessoa da família, esta também deverá ser analisada antes que a criança seja entregue a essa nova família. Sempre respeitando o tempo de 60 dias sem direito a aumento do prazo, para respeitar a integridade da criança”, afirma.

Alguns pontos geram mais controvérsia. No caso do novo prazo de convivência para os adotantes internacionais, a maioria acha que ele deve ser igual ao dos brasileiros.

Todas as contribuições feitas pelo público até agora na consulta pública podem ser acessadas no site do Ministério da Justiça e Cidadania.


Críticas ao projeto
A diretora jurídica da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Silvana do Monte Moreira, diz que o processo de mudança é "açodado" (precipitado). "A população nem sequer se deu conta do que está acontecendo", afirma. Para ela, o número de contribuições na página, levando em conta uma população de mais de 200 milhões de habitantes, é "ínfimo".

Ela irá participar de um encontro nesta quinta no Ministério Público, no Rio, para debater as propostas de mudança e acredita que alterações possam ser feitas. Para Silvana, os prazos, por exemplo, são "inexequíveis". "De que adianta estabelecer prazos se as varas não têm competência exclusiva nem equipes técnicas suficientes?" A diretora jurídica da entidade afirma ainda que estabelecer um prazo para o estágio de convivência é irreal. "Ele depende de cada criança, da singularidade de cada uma. Algumas precisam de menos tempo, outras necessitam de seis meses."

Sobre a entrega voluntária, ela acredita que a lei possa dar segurança às mães, mas critica o prazo de dois meses para arrependimento. Em relação ao apadrinhamento, diz que se trata de algo desnecessário. "As varas já regulamentaram isso. Vários grupos de apoio também têm programas de apadrinhamento. Para que mexer em algo que está funcionando? Até porque é diferente a realidade de cada localidade."

Silvana, que também é presidente da Comissão de Adoção do Instituto Brasileiro de Direito da Família (Ibdfam), acredita ainda que estipular um tempo máximo de convivência para adotantes internacionais fará com que muitas crianças deixem de ter essa oportunidade. Dados mostram que esse tipo de adoção vem caindo e a expectativa não é de melhora em razão do fluxo migratório de crianças refugiadas para a Europa.

"Esse projeto está caminhando rápido demais. Acho que deviam ser feitas audiências públicas em todos os estados do país", conclui.


Fonte: Thiago Reis - Portal G1 / Foto: Caio Kenji/G1


SUS oferecerá melhor tratamento do mundo para pacientes com HIV/Aids



A partir do ano que vem, o Ministério da Saúde vai fornecer o medicamento antirretroviral Dolutegravir. O remédio é o mais indicado para o tratamento de HIV/Aids pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 100 mil pacientes portadores do vírus receberão o tratamento.

“Estamos ousando oferecer o melhor tratamento do mundo pelo menor preço possível”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a cerimônia de anúncio do novo medicamento. Segundo o ministro, esse é um desafio para todas as áreas da pasta, e não apenas para o combate ao HIV e Aids.

“Temos a clareza de que é possível fazer mais com os recursos que temos disponíveis. A nossa política é ousar e a marca de nossa gestão é oferecer mais eficiência, possibilitando melhorar o tratamento e a oferta de medicamentos no SUS com menor custo, sem onerar o orçamento”, ressaltou o ministro.

A partir da negociação com a indústria farmacêutica GSK, a pasta conseguiu reduzir em 70% o preço do medicamento, de US$ 5,10 para US$ 1,50. Assim, a incorporação do Dolutegravir não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde para a aquisição de antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão. Mantidas as negociações atuais para todos os tratamentos com antirretrovirais, a estimativa do Ministério da Saúde é de uma economia de R$ 5 milhões.

Para a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Adele Benzaquen, mais importante do que reafirmar o papel do País na vanguarda da condução da política de combate ao HIV e Aids, a incorporação do Dolutegravir reforça o compromisso maior do Ministério da Saúde de oferecer às pessoas que vivem com HIV e Aids a melhor tecnologia existente de forma sustentável.

“O Dolutegravir apresenta uma série de vantagens para essas pessoas. Além de potência muito mais alta, o novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos” esclareceu a diretora. Além disso, a diretora reforçou que o novo medicamento também apresenta maior eficácia ao longo do tempo, o que acarreta o menor aparecimento de vírus resistentes ao longo do tratamento. “Isso possibilita maior qualidade de vida aos pacientes ao longo dos anos”, reforçou a diretora.

Efeitos colaterais

O novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos, o que é importante para os pacientes que devem tomar o medicamento todos os dias, para o resto da vida. Com menos eventos adversos, os pacientes terão melhor adesão e maior sucesso no tratamento.

O diretor do Departamento de HIV, da Organização Mundial de Saúde (OMS), Gottifried Hirnschael, por meio de mensagem em vídeo, destacou que desde os primeiros dias da epidemia global de HIV, o Brasil foi pioneiro ao introduzir as mais inovadoras intervenções, com criatividade e eficiência. De acordo com ele, “o Brasil também esteve entre os primeiros países, no fim de 2013, a introduzir a política de ‘tratar todos’ e oferecer tratamento a todas as pessoas HIV positivas o mais cedo possível”, disse Gottifried Hirnschael.

Sobre a incorporação do novo medicamento no SUS, Gottifried ressaltou que “a OMS está feliz com o anúncio de que o Brasil é um dos primeiros países a introduzir o dolutegravir, um dos mais recentes tratamentos, no seu programa nacional. A OMS recomenda o uso desse medicamento para aumentar ainda mais a qualidade do tratamento do HIV”, afirmou. Para ele, com a implementação dessa nova política, o Brasil será capaz de melhorar a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas vivendo com HIV e irá inspirar outros países a fazer o mesmo.

Tratamento

Inicialmente, o novo medicamento será ofertado no SUS a todos os pacientes que estão começando o tratamento e também aos pacientes que apresentam resistência aos antirretrovirais mais antigos. A expectativa é que, em 2017, cerca de cem mil pacientes iniciem o uso do novo remédio.

Já incorporado ao SUS pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção pelo HIV, que será atualizado ainda neste ano.

Atualmente, o esquema de tratamento das pessoas na fase inicial é composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz, conhecido como 3 em 1. A partir de 2017, o dolutegravir associado ao 2 em 1 (tenofovir e lamivudina) será indicado no lugar do efavirenz para pacientes que iniciem tratamento e aqueles que apresentam resistência aos medicamentos mais antigos.

Panorama

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de Aids, acumulados no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil casos novos por ano, em média. Em relação à mortalidade, houve uma queda da taxa de mortalidade por Aids de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.


Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde.

Vou escrever a segunda edição do livro :) Faça parte, compartilhe a sua história!


Escrevi o Adoção PositHIVa em 2006, como TCC do curso de Jornalismo. O trabalho tomou uma dimensão inimaginável... foi premiado... batalhei para publicar e imprimir apenas 200 unidades. Na época achei que seria muito, ficaria com um estoque na minha casa... que nada!! Os exemplares impressos acabaram faz tempo! Desde 2008, ano de lançamento do livro e do blog, enviei livros para diversas cidades desse Brasil, desde Porto Alegre até Manaus. Alegria que não cabia no peito cada vez que remetia um livro pra outra cidade. Eu arcava com o custo do envio e confiava àquele que solicitou o depósito do valor simbólico de R$ 20,00 + o custo do Correio para que o depósito fosse feito para uma das instituições que abrigavam crianças soropositivas aqui em Curitiba, APAV e ACOA (atualmente, ambas encerraram as atividades). Era mais uma forma de ajudar as crianças abrigadas. Outra parte do estoque foi doada a interessados. E desde que acabaram os impressos, envio a versão digital gratuitamente para quem entra em contato comigo através de e-mail (quase toda semana tem solicitação), pessoas que pesquisam e acham esse blog como uma luz no fim do túnel, pois desde 2006 (!!!) ainda não foi lançado nenhum material jornalístico que aborde Adoção e Aids (lembro até que esse foi um argumento forte na defesa do meu TCC!). Então fico MUITO feliz em saber que o livro cumpre com o seu objetivo de levar informação a quem se interessa por esse tema, seja como apoio para trabalhos científicos ou como inspiração para adoções positivas. E o blog faz essa ponte, de forma muito eficaz, mesmo desatualizado por uns períodos, às vezes sem resposta aos comentários (“em casa de ferreiro o espeto é de pau”), mas nunca deixei de responder aos e-mails que chegam através dele!

Toda vez que eu encaminho o livro, esclareço que ele foi escrito em 2006, que os números sobre HIV/Aids estão desatualizados, que as informações sobre os processos de adoção também, pois na época não existia, por exemplo, o Cadastro Nacional de Adoção o que, teoricamente, surgiu para facilitar e agilizar as adoções. Mesmo assim envio, pois os relatos das famílias e as histórias de AMOR ali contidas são reais e, sim, acredito que ainda podem inspirar e tocar o coração de quem os lê.

E sem mais rodeios, o objetivo deste post é comunicar que estou dando ouvidos a esse chamado, o de continuar honrando essa causa, informar, esclarecer e abrir caminhos para as Adoções Positivas. Plantei a primeira sementinha desse próspero projeto, vou iniciar a pesquisa para escrever a segunda edição e quem quiser contribuir com a sua história ou trabalho em prol desse universo, será MUITO bem-vindo!

Gratidão! E vamo que vamo!!

daypositiva@gmail.com
facebook.com/adocaoposithiva


Programa Histórias de Adoção


No Brasil há cerca de 55 mil crianças e adolescentes morando em abrigos e precisando de acolhimento familiar. Do outro lado, 28 mil pais que desejam adotar um filho. Existem muitos mitos e tabus acerca da adoção que precisam ser pensados e discutidos. 

Estou apaixonada por uma séria do canal GNT que mostra encontros mágicos entre pais e filhos. Histórias emocionantes que vale a pena conhecer e, quem sabe, se inspirar! 

A série passa às terças-feiras, às 23h no canal GNT: 
http://globosatplay.globo.com/gnt/historias-de-adocao/

Vídeo super bacana e educativo! Vale a pena conferir e compartilhar!


O número de infectados no Brasil aumentou entre jovens de 15 a 24 anos. Por quê? Quem está mais exposto ao vírus? Qual a melhor maneira e quais as novas formas de se prevenir? Como funciona a PEP - Profilaxia Pós-Exposição? Essas e outras questões são respondidas nesse vídeo. Confira!





De cada 4 brasileiros infectados, 1 não sabe. FAÇA O TESTE! É sigiloso e gratuito: 


Notícias sobre erradicação do HIV? Muita calma nessa hora


Nos últimos dias, muitas notícias foram divulgadas com manchetes sugerindo que "a cura do HIV está próxima". Cuidado!

Esses títulos chamam nossa atenção na hora - o que é, claro, o que uma boa manchete deve fazer -, mas falar de uma descoberta revolucionária é bastante prematuro.

As notícias citavam um inglês HIV positivo que recebeu um tratamento, ainda em fase de testes, para erradicar o vírus de seu corpo.

Testes clínicos feitos durante tratamento, chamado River (sigla em inglês para Research in Viral Erradication of HIV Reservoirs), mostraram que aparentemente não há mais sinais do vírus no sangue do paciente.

Isso pode soar incrível, a não ser que você saiba que o tratamento com antirretrovirais, ao qual o paciente estava sendo submetido, já reduz o HIV a níveis indetectáveis.

Os próprios responsáveis pelo River divulgaram uma nota repudiando manchetes que indicavam que o estudo estava próximo de encontrar a cura:

"Não ter sinais do HIV no sangue não significa que os pacientes foram curados, como alguns textos sugerem (...) Esperamos ansiosos os resultados finais desse estudo inédito, mas até lá é preciso enfatizar que não podemos afirmar que um paciente tenha respondido ao tratamento ou tenha sido curado."

A responsável pela pesquisa, a professora de Medicina do Imperial College London e especialista em HIV, dá detalhes: "Todos que participaram do estudo estavam tomando antirretrovirais e, por isso, têm uma carga viral indetectável, que mostra o grande sucesso deste tratamento."

De fato: a medicação para HIV vem fazendo a doença passar de uma sentença de morte para uma condição crônica, mas administrável - e isso é extraordinário.

Mas a limitação dos antirretrovirais é que eles não eliminam o HIV. O vírus continua dormente em algumas células e começa a se multiplicar se o paciente para de tomar a medicação. É por isso que antirretrovirais devem ser tomados a vida toda.

Mas o que o River está tentando fazer é eliminar completamente o vírus do corpo.

Até o momento, 39 pacientes foram recrutados. Todos vão receber retrovirais, mas metade também receberá um medicamento que força o vírus a emergir de partes do corpo onde estão escondidos.

Esses pacientes também vão receber duas vacinas para fortalecer o sistema imunológico ao ponto que ele consiga atacar as células infectadas com o HIV - essa estratégia chamada é chamada de "chutar e matar".

Esse paciente, cuja identidade não foi revelada, é simplesmente o primeiro do grupo a completar o tratamento.

O estudo só deve ter resultados em 2018. Ele está sendo feito por um grupo de pesquisadores de faculdades britânicas renomadas, como Oxford, Cambridge, University College London e Imperial e King's College.

A parceria teve início há seis anos, justamente para buscar a cura para o HIV.

"Esse tipo de colaboração é inédito, e os testes clínicos mostram um progresso notável", diz Mark Samuels, diretor do National Institute for Health Research Office for Clinical Research Infrastructure, que criou a parceria entre as faculdades.

Mas quando então os pesquisadores vão poder cravar que o River é mesmo um sucesso?

Isso ainda vai levar tempo, já que exige uma análise de sangue detalhada dos voluntários. "Vamos fazer testes genéticos muito específicos para investigar se há vírus HIV dormentes dentro das células", disse John Frater, professor de Doenças Infecciosas da Universidade Oxford.

Todos os voluntários foram infectados há pouco tempo, o que significa que eles têm um reservatório pequeno do vírus e o sistema imunológico deles ainda não foi prejudicado várias vezes - como acontece com pessoas infectadas há bastante tempo.

Assim, se for possível curar o HIV, esses pacientes podem ser considerados um alvo fácil. E mesmo que o River seja considerado um sucesso, é preciso cautela na hora de interpretar os resultados porque isso não pode ser reproduzido em um paciente que tem HIV há bastante tempo.

"Já foi demonstrado que, em tubos de ensaio, é possível tirar o vírus de células dormentes. Mas teremos de esperar para ver se o mesmo acontece em pacientes", disse Michael Brady, diretor médico da fundação Terrence Higgins Trust.

"E mesmo se funcionar, não podemos falar em cura para todo mundo, já que precisaremos de estudos testes mais amplos."

Até o momento, apenas uma pessoa parece ter sido curada de uma infecção de HIV.

Timoty Ray Brown, conhecido como "o paciente de Berlim", recebeu um transplante de medula óssea de um doador com uma imunidade natural ao vírus. No entanto, esse tipo de transplante pode ser perigoso, e por isso ele nem sempre é recomendado.

Em outro caso, um estudo feito na Califórnia com 80 pacientes HIV vem tentando modificar as células para simular as mutações genéticas de pessoas que têm uma imunidade natural ao vírus.

Um dos voluntários desse estudo, Matt Chappel, está há dois anos sem medicação. Um outro resultado promissor.

Ainda assim não custa repetir, sobre qualquer um dos estudos: falar em cura é muito prematuro. (Que pena!)

Fonte: Fergus Walsh - Analista de saúde da BBC

Mapa da Adoção no Brasil


Adoções em 2015

Por etnia

Com irmãos 

Por sexo

 Por idade

Com deficiência

Fonte: Portal G1


Pílula antiaids começa a ser distribuída

O uso unificado da “pílula do dia seguinte” para aids começa a valer a partir de hoje. Com a publicação no Diário Oficial da União do novo protocolo de diretrizes terapêuticas, todas as pessoas que tiverem enfrentado uma situação de risco para o vírus HIV passam a ter acesso aos medicamentos antiaids em qualquer serviço especializado.
A profilaxia pós-exposição é indicada para todos que tiveram risco de contato com o vírus. Isso pode acontecer tanto em um acidente ocupacional quanto com vítimas de violência sexual ou pessoas que tiveram relação sexual desprotegida.
Para ter eficácia, porém, o tratamento precisa ter início no máximo até 72 horas após a exposição ao vírus. O objetivo da estratégia é facilitar o acesso e evitar a recusa de serviços em fornecer a terapia. “Antes da mudança, havia o entendimento incorreto de que um serviço especializado poderia atender apenas a um grupo determinado”, disse o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
Fonte: O Estado de S.Paulo

ONU aponta Brasil como referência mundial no controle da Aids

Documento mostra o importante papel brasileiro na história global de combate à epidemia e lembra que o País foi o primeiro a ofertar combinação do tratamento para HIV.
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) reconhece o Brasil como referência mundial no controle da epidemia. O documento, divulgado nesta terça-feira (14), destaca que o objetivo de chegar a 15 milhões de pessoas em tratamento para o HIV no mundo foi alcançado nove meses antes do prazo. O relatório aponta o importante papel do País na história global de combate à doença.
O relatório destaca que o Brasil foi o primeiro país a oferecer combinação do tratamento para HIV. Segundo o documento, ao fazer isso, o governo brasileiro desafiou as projeções do Banco Mundial de que haveria um aumento de novas infecções por HIV. Com a garantia do acesso universal ao tratamento do HIV, o Ministério da Saúde negociou com multinacionais farmacêuticas para garantir a continuidade do acesso aos medicamentos antirretrovirais aos brasileiros e, assim, conseguiu estruturar um programa forte de controle da epidemia. O novo relatório, com mais de 500 páginas, também revela que as metas para a aids estabelecidas como Objetivos do Milênio – de deter e reverter a propagação do HIV – foram alcançadas.
O diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, destaca o papel do Brasil na redução dos preços dos antirretrovirais. “Quando Brasil e Tailândia começaram a fabricar antirretrovirais genéricos, realizaram algo muito inteligente: revelaram que as pílulas tinham custo de produção relativamente baixo. Isso mudou as reivindicações da indústria e abriu as portas para a Unaids começar a negociar com empresas, visando a redução dos preços dos medicamentos”, ressalta. Continue lendo
Fonte: Ministério da Saúde e Agência Brasil

OMS recomenda ao mundo medida praticada no Brasil desde 2013 contra a Aids

Novo protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) vai recomendar o tratamento com antirretrovirais para todas as pessoas com HIV no mundo, assim que forem diagnosticadas, independentemente da carga viral. O Brasil se antecipou a essa recomendação e já adota o procedimento desde dezembro de 2013, quando foi lançado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para adultos, cuja política é “Testar e Tratar”. O anúncio foi neste domingo (19), em Vancouver, Canadá, durante Congresso Internacional de Aids (IAS).
No anúncio, a OMS menciona o exemplo do Brasil, enfatizando que a adoção do novo protocolo melhorou a saúde das pessoas vivendo com HIV. O acesso precoce ao tratamento não só melhora a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e aids, mas também reduz a transmissão do vírus.
Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, que participa do evento, a evidência mostra “que essa é, realmente, a direção que deve ser tomada por todo o mundo”. 
O secretário-executivo da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), Luiz Loures, destacou a importância da iniciativa da OMS, lembrando que a organização lidera globalmente a resposta à aids no setor de saúde com decisões baseadas em evidência científica.
O novo protocolo da OMS prevê, ainda, que a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) seja recomendada como uma opção de terapia adicional para todas as pessoas que integrem populações com risco substancial de serem infectadas pelo HIV (prevalência superior a 3%).

Guia sobre testagem

Na mesma sessão em que antecipou alguns pontos do protocolo de HIV, a OMS lançou seu novo guia sobre testagem de HIV. O novo guia estimula a capacitação de membros da comunidade para que possam aplicar o teste de aids e a testagem em organizações comunitárias que tenham acesso mais amplo às populações vulneráveis ao HIV. O Brasil adota as duas medidas no projeto Viva Melhor Sabendo.
Durante a sua participação no evento, Fábio Mesquita, apresentou, como experiência, o trabalho colaborativo entre o Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, o USCDC, o Unaids, o Grupo Dignidade e outros parceiros no projeto piloto "A Hora é Agora". O projeto promove o autoteste, focado na população jovem de homens que fazem sexo com homens, na cidade de Curitiba/PR.
O congresso é um dos maiores fóruns científicos no campo de HIV e aids de todo o mundo, e está sendo realizado no Canadá até 22 de julho.
Fonte: Ministério da Saúde

Novo exame de HIV com chip é mais barato e mais rápido que o laboratorial

Um teste de sangue portátil e barato feito com a ajuda de um chip é tão seguro quanto os exames laboratoriais caros para detectar o HIV, o vírus causador da Aids, afirma um estudo feito em Ruanda, na África, e publicado nesta semana na revista "Nature Medicine".

O teste, feito em um aparelho do tamanho de um cartão de crédito, também é capaz de detectar outras doenças infecciosas, como a sífilis.

Chamado de “mChip”, o exame derruba três barreiras para o teste de HIV em larga escala em países pobres: a dificuldade de acesso, os altos custos e a demorada espera por resultados.

Segundo o líder do estudo, a novidade permite que as pessoas sejam testadas em qualquer lugar – sem a necessidade de ir até uma clínica.

A expectativa é que o chip custe US$ 1 por unidade – bem mais barato que a alternativa laboratorial.

Fonte: G1 - da AFP

Chefe do Fundo Mundial contra a Aids faz apelo a países emergentes

O diretor do Fundo Mundial contra a Aids, a Tuberculose e a Malária pediu nesta quinta-feira aos países emergentes que contribuam mais com os 17 bilhões de dólares de fundos necessários para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (OMD) relativos a estas enfermidades.

"Num momento que, em termos de governança mundial, passamos do G8 ao G20, não deveriam participar também os países emergentes na solidariedade mundial?", perguntou o francês Michel Kazatchkine, durante uma entrevista coletiva.

Ele reconheceu que "China, Brasil e Índia devem continuar sendo beneficiários do Fundo", mas destacou que, ao mesmo tempo, estes três países deveriam ser contribuintes mais importantes.

Por essa razão, Kazatchkine se reuniu com representantes desses países, explicou, para pedir que aumentem sua participação no Fundo.

Afirmou que faltarão 17 bilhões de dólares (12,9 bilhões de euros) antes de três años para que o mundo cumpra total, ou quase totalmente, os objetivos fixados para a Aids, a tuberculose e a malária.

A Cúpula do Milênio em Nova York (20-22 setembro) permitirá avaliar os progressos conseguidos nos OMD e traçar o caminho a seguir.

Fonte:
AFP - Genebra

A aids na minha vida - depoimentos

Depoimento de pessoas com HIV/aids, parte do documentário "A História de Todos Nós", do Ministério da Saúde:

ONU alerta sobre custo de tratamento da aids no Brasil

O Programa das Nações Unidas para HIV e Aids (Unaids) fez no domingo (18) seu mais forte alerta na última década sobre a situação da doença no Brasil. No primeiro dia da Conferência Internacional de Combate à Aids, o diretor executivo da Unaids, Michel Sidibé, alertou que os custos do tratamento no Brasil voltaram a ficar elevados, ameaçando o acesso aos remédios e colocando em risco toda estratégia desenvolvida nos últimos anos. A política brasileira de combate à aids sempre foi apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo a ser seguidos pelos países emergentes.

“O tratamento não é sustentável e os custos estão aumentando. Em alguns países, mesmo pessoas que receberam tratamento durante anos agora estão perdendo acesso. Estamos em uma encruzilhada se continuarmos com políticas sem qualquer coordenação”, declarou. Até o fim desta semana, 25 mil cientistas, ativistas e médicos debaterão em Viena formas para lidar com a doença que afeta 33 milhões de pessoas no mundo e já matou 25 milhões desde 1980.

Em nota, o departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil, afirmou que “o País vem, gradualmente, negociando o preço dos medicamentos com grandes vitórias”. Segundo a pasta, o custo caiu consideravelmente e, por isso, o País oferece a melhor opção de tratamento aos pacientes. O ministério diz ainda que o preço de antirretrovirais no mundo é alto e que, por isso, o Brasil investe no licenciamento compulsório, na produção nacional de medicamentos e na negociação de preços.

Depoimento de Valéria Polizzi - autora do livro "Depois daquela viagem"


Este vídeo traz um bate-papo com a escritora e com o dramaturgo Dib Carneiro Neto, que transformou a obra em peça de teatro, cuja estreia ocorreu em outubro de 2011 no Teatro Anchieta (Sesc Consolação), sob direção de Abigail Wimer. Saiba mais:

Uso de camisinha pelos brasileiros

Os indicadores relacionados ao uso de preservativos mostram que aproximadamente 38% da população sexualmente ativa usou preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria. Este número chega a 57% quando se consideram apenas os jovens de 15 a 24 anos. O uso de preservativos na última relação sexual com parceiro eventual foi de 67%.
Pessoal, essas estatísticas são assustadoras!! Oriente seus filhos, amigos e cuide de você e de quem você ama: use camisinha!!

Dois anticorpos trazem nova esperança para vacina contra a Aids

Matéria publicada no Portal G1, cientistas descobriram dois poderosos anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das cepas conhecidas do vírus da inumodeficiência humana adquirida (HIV), abrindo potencialmente o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids, segundo trabalhos publicados nesta quinta-feira, 08/07/10.

Mas estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.

Leia matéria completa.

Histórias em quadrinhos informam jovens sobre aids, gravidez e homossexualidade

HQ ilustradas por desenhistas da Marvel Comics serão distribuídas em escolas públicas de todo o país
Uma linguagem visual e moderna para tratar de assuntos polêmicos como a aids e o preconceito contra quem vive com HIV/aids. Essa é a proposta de uma série de histórias em quadrinhos (HQ) de educação em sexualidade para estudantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). A publicação vai ser enviada para escolas públicas que fazem parte do programa.
As HQ do SPE abordam questões como adolescência, gênero, diversidade sexual, direitos sexuais e reprodutivos e viver e conviver com HIV/aids. Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, atual desenhista do Superman (DC Comics), ilustraram as revistinhas.
Um guia para utilização em sala de aula pelo professor e um CD-ROM complementar – com jogos, perfil dos ilustradores, wallpapers e idéias de aplicação do material em sala de aula – vão auxiliar nos debates. As HQ do SPE vão ajudar docentes e estudantes a refletir, aprender e criticar de forma divertida dilemas da juventude relacionados ao uso de álcool e outras drogas, além do enfrentamento de estigmas e preconceitos.

Fonte: Ministério da Saúde DST-AIDS

AIDS - Sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, a aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Mas os sintomas iniciais geralmente são semelhantes e comuns a outras doenças. Os mais frequentes são gripe persistente, perda de peso, diminuição da força física, febre intermitente (a pessoa fica febril e melhora, e febril novamente com muita frequência), dores musculares, suores noturnos, diarreia.

Como muitas pessoas passam anos sem apresentar sintoma algum, FAÇA O TESTE sempre que passar por uma situação de risco. O indicado é esperar, pelo menos, um mês após essa possível exposição ao vírus. Esse é o tempo que o organismo leva para produzir anticorpos suficientes que possam ser detectados nos testes de laboratório.

A principal mensagem desse post é: use sempre camisinha e faça exame de sangue periodicamente. Cuide bem de você!  

Mãe por opção


Gostei muito dessa propaganda da Renner em homenagem ao Dia das Mães. Numa abordagem diferente, o vídeo retrata a realidade das mulheres que desejam ser mães, mas não conseguem engravidar. Muitos casais enfrentam longos e doloridos processos para vencer a infertilidade. Diante disso, a ADOÇÃO apresenta-se como a realização de ser pai e mãe e, principalmente de construir uma família junto a uma criança ou adolescente que está abrigado e querendo tanto ser filho de alguém.

Mães de coração falam da experiência da ADOÇÃO - Globo Comunidade

Cadastro Nacional de Adoção

O Cadastro Nacional de Adoção é uma ferramenta criada para auxiliar os juízes das varas da infância e da juventude na condução dos procedimentos de adoção. Lançado em 29 de abril de 2008, o CNA tem por objetivo agilizar os processos de adoção por meio do cruzamento de dados de crianças e pais interessados na adoção.
Para saber mais, acesse o site do CNJ: http://www.cnj.jus.br/.

Vitória: 1ª adoção de crianças por casal de mulheres

O Supremo Tribunal de Justiça aprova, pela primeira vez, que casal homossexual adote um filho. "Dano seria a não adoção." A frase (do ministro do STJ, João Otávio de Noronha) diz tudo. Clique no título desse post e assista à reportagem da Globo.

Lançamento do livro em Ago/2008

O lançamento do livro foi realizado com um BATE-PAPO no dia 21/08/08, nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação, em Curitiba/PR. Na ocasião, alguns profissionais entrevistados no livro foram convidados para responder dúvidas do público presente. Além disso, deram depoimento sobre suas áreas de atuação. Estavam presentes o então Juiz da Vara de Adoção de Curitiba, Dr. Fabian Schweitzer; a Infectologista Pediatra do HC - UFPR, Dra. Cristina Cruz; a representante da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Regina Bigheto e a Diretora da APAV - Associação Paranaense Alegria de Viver, Maria Rita Teixeira, que também é mãe adotiva de um menino portador do HIV.
O evento foi emocionante e produtivo. Espero que as pessoas presentes ainda carreguem consigo a mensagem do livro e defendam a ADOÇÃO POSITHIVA.

TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV


É a transmissão do HIV de mãe para filho. Ocorre quando a criança é infectada durante a gestação, parto ou por meio da amamentação. Mas é possível evitar a contaminação do filho de mãe portadora do HIV através do diagnóstico precoce da gestante infectada, o uso de drogas anti-retrovirais, parto cesariano programado, a suspensão do aleitamento materno, substituindo-o por leite artificial (fórmula infantil). Durante o pré-natal, toda gestante tem o direito e deve realizar o teste HIV. Quanto mais precoce o diagnóstico da infecção pelo HIV na gestante, maiores são as chances de evitar a transmissão para o bebê. O tratamento é gratuito e está disponível no SUS - Sistema Único de Saúde.

Transmissão vertical em números



A taxa de transmissão vertical do HIV pode chegar a 20%, ou seja, a cada 100 crianças nascidas de mães infectadas, 20 podem tornar-se HIV+. Com ações de prevenção, no entanto, a transmissão pode reduzir-se para menos de 1%.No ano de 2004, estimou-se que cerca de 12.000 parturientes estavam infectadas pelo HIV+ no Brasil.Foram notificados ao Ministério da Saúde, de janeiro de 1983 a junho de 2006, 10.846 casos de aids em menores de 13 anos de idade devido à transmissão vertical. Este número vem reduzindo ano a ano com a adoção de medidas de prevenção.
Fonte: Ministério da Saúde

Como o HIV é transmitido?


Assim PEGA:
- sexo vaginal sem camisinha
- sexo anal sem camisinha
- sexo oral sem camisinha
- uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa
- transfusão de sangue contaminado
- mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação
- Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados

Assim NÃO PEGA:
- sexo, desde que se use corretamente a camisinha
- masturbação a dois
- beijo no rosto ou na boca
- suor e lágrima
- picada de inseto
- aperto de mão ou abraço- talheres / copos
- assento de ônibus, piscina, banheiros, pelo ar
- doação de sangue- sabonete / toalha / lençóis

** USE SEMPRE CAMISINHA **

Adoção: o tema ganha mais um livro de Hália Pauliv de Souza

Desde 1996, Hália Pauliv de Souza promove voluntariamente o Curso de Reflexão para Pretendentes à Adoção junto a Vara de Adoção de Curitiba. O curso visa informar e preparar os candidatos pretendentes à adoção para receber seu(s) filho(s) de coração; através da reflexão e a tomada de decisão consciente.
Em setembro de 2006, durante a pesquisa para escrever o "Adoção PositHIVa", participei de um curso para os candidatos. Na ocasião, entrevistei alguns participantes e, inclusive a Hália. Ela é autora de diversos livros sobre adoção. Sua última obra chama-se "Adoção: exercício da fertilidade afetiva".
Mais informações no blog Adoção Consciente (http://adocaoconsciente.blogspot.com/)

Unicef adota programa paulista que livra bebês do HIV

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) vai adotar um programa desenvolvido em Sorocaba, no interior de São Paulo, para evitar a transmissão do vírus HIV de gestantes para seus bebês. De 2003 a 2007 o programa Transmissão Vertical Zero atendeu 28.188 mulheres grávidas e, destas, 54 eram portadoras do vírus quando deram à luz. Todos os bebês das gestantes contaminadas nasceram sem o vírus - foi o que chamou a atenção das Nações Unidas e levou a Unicef a escolher o programa.De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), se as gestantes não tivessem recebido o tratamento adequado, pelo menos 16 bebês teriam sido contaminados e nasceriam com o vírus. O programa, desenvolvido há dez anos na cidade, foi indicado à Unicef pelo Ministério da Saúde e vai figurar entre as iniciativas voltadas à saúde da criança que deram certo em todo o mundo. A publicação deve ocorrer este mês.As gestantes inscritas nos 29 centros de saúde da cidade são submetidas ao teste de detecção do HIV durante o pré-natal. Os exames são feitos no primeiro e no terceiro trimestres da gravidez. Se o resultado for positivo, elas passam a receber atendimento especial. O tratamento inclui medicação durante toda a gravidez.Para evitar a contaminação durante o parto, as mães são submetidas à cesariana em maternidade de referência. A mãe e o bebê são medicados ainda na maternidade. A criança é alimentada com leite artificial, já que não pode ser amamentada pela mãe. Também recebe medicação preventiva via oral durante as seis primeiras semanas de vida. O recém-nascido continua sob acompanhamento médico durante 18 meses, prazo em que a presença do vírus ainda poderia ser detectada. Só então é considerado saudável.Na publicação da Unicef, será relatado o caso de Luciane Aparecida Conceição, a primeira criança brasileira a ser tratada com o coquetel anti-HIV, depois de ter sido contaminada durante o parto - a mãe contraíra o vírus numa transfusão de sangue. Luciane, hoje com 20 anos, engravidou no ano passado e foi incluída no programa. Em janeiro deste ano, deu à luz à menina Vitória e a criança nasceu completamente saudável.
Fonte: Agência Estado - 04/08/2008